terça-feira, 27 de outubro de 2015

Empadão Nordestino

Receita completa da delícia do empadão com o original sabor do meu nordeste.

Ingredientes
Massa

    400 g de farinha de trigo
    200g de margarina com 80% de lipídios
    1 ovo inteiro mais uma gema
    6 colheres de sopa de leite líquido
    Sal a gosto
    3 colheres de sopa rasa de queijo parmesão ralado para massa
    1 colher de sopa rasa de queijo parmesão para gratinar
    1 gema para pincelar

Recheio

    1kg de carne de sol assada e desfiada
    4 colheres de sopa azeite de oliva
    1 cebola picada
    1 copo de requeijão cremoso
    1 caixinha de creme de leite
    5 colheres de sopa de azeitona roxa picada
    300g de queijo coalho em cubinhos

modo de preparo
Massa

Em uma tigela grande, acrescente a farinha de trigo e a margarina fazendo uma farofa.

Em seguida acrescente os demais ingredientes da massa (o leite, sal, queijo parmesão, 1ovo e uma gema) até formar uma mistura bem homogênea a qual não grudará na mão. Em uma tigela fechada ou envolvida em um filme plástico, coloque a massa na geladeira descansando por 30 minutos ou até o recheio ficar pronto e frio.
Recheio

Em uma panela grande refogue a cebola no azeite e em seguida acrescente a carne de sol mexendo uma vez ou outra até ela ficar bem sequinha. Deligue o fogo e acrescente os demais ingredientes do recheio ( queijo coalho, azeitonas, creme de leite e o requeijão). Deixe esfriando.
Montagem

Retire a massa da geladeira e em seguida, com auxilio de um rolo de massa, abra metade da massa e utilize para forrar o fundo da forma ( preferencialmente com fundo removível), deixando sempre os excessos das bordas para pode logo mais fazer o fechamento do empadão. Com um garfo, faça furos em toda a massa.

Arrume o recheio frio ( importantíssimo) na massa forrada na forma.

Abra a metade restante da massa com o rolo e cubra o empadão, utilizado os excessos de bordas para fazer o fechamento.

Pincele uma gema sobre a massa. Coloque sobre a gema uma colher de queijo parmesão ralado espalhado e leve ao forno pré-aquecido a uma temperatura média de 180ºC até a massa ficar dourar. Desenforme quando estiver morna, sirva e se delicie.

Sugestão: utilize as sobras das bordas da massa para decorar seu empadão.

Observação: é importante que a massa esteja refrigerada, pois observei que se ela começar a ficar em temperatura ambiente ela começa a ficar quebradiça e difícil de ser usada na montagem.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Cuscuz Nordestino

Ingredientes

    1/2 kilo de camarão limpo
    1 litro caldo de camarão
    1 xícara de molho de tomate
    1 dente alho picado
    1 cebola picada
    2 ovos cozidos fatiados
    1/2 xícara de azeitona picadas
    1 xícara de farinha de mandioca
    1 xícara de farinha de milho amarela
    1 tomate fatiado
    1 vidro leite de coco
    sal
    pimenta
    salsinha

modo de preparo

Em uma panela refogue o alho, a cebola, molho de tomate, acrescente o camarão, azeitona, salsinha, pimenta, sal e leite de coco. Deixe apurar.

Coloque a farinha de mandioca e a de milho e o caldo de camarão. Mexa tudo até dourar.

Em forma com buraco no meio, decore o fundo e a lateral com o ovo e o tomate. Coloque a mistura.

Espere esfriar e desenforme.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Chuleta Bovina - Nordestina

Uma receita com os temperos mais usados na comida de João Pessoa, aprendi com minha querida sogra que tem um restaurante caseiro.

 ingredientes

    1 Bife grande de chuleta bovina;
    5 dentes de alho picados;
    Pimenta mista (pimenta do reino + Louro + Cominho) á gosto;
    Sal grosso á gosto (fica mais saboroso com aquele temperado com ervas finas);
    2 colheres de sopa de manteiga de garrafa.

modo de preparo

1 - Tempere a carne com o alho e a pimenta mista. passe bem nela toda.

2 - Usando uma frigideira grande, coloque no fogo alto com uma colher de manteiga.

3 - Quando a manteiga derreter, faça um movimento circular para que todo o fundo da frigideira fique untado;

4 - Vamos agora selar a carne, esse processo é ir tostando rápido todos os lados da carner, vai trocando de posição sem usar garfo, não podemos furar a carne.

5 - Agora podemos colocar o sal grosso, quantidade menor que a de um churrasco, por que o sal não vai cair como o da churrasqueira.

6 - Com a manteiga que sobrou, vamos mantendo a carner molhadinha.Repare que o sangue vai começar a querer sair.

7 - Vá virando a carne até chegar ao seu ponto de preferência.

domingo, 12 de julho de 2015

Caldo Verde Nordestino

Entrada portuguesa adaptado aos ingredientes nordestinos - delicioso caldo de batatas, linguiça do sertão e couve.
 ingredientes

    02 batatas cozidas e passadas pela peneira.
    01 xícara de caldo de legumes.
    01 colher de sopa de manteiga
    02 colheres de sopa de cebola ralada.
    01 colher de sopa de alho picado
    1/2 gomo de linguiça do sertão fatiada
    01 maço de couve fatiado bem fino

modo de preparo

Em uma panela aqueça a manteiga e refogue a cebola, o alho e a linguiça do sertão. Acrescente o caldo de legumes e as batatas passadas pela peneira. Cozinhe por 10 min.
Para servir:

Acrescente a couve no fundo do prato e cubra com o caldo fervendo.
Dica: Sirva acompanhado de torradas na manteiga e manjericão.

domingo, 17 de maio de 2015

Cachorro Quente Nordestino

Bom na verdade é uma receita simples e com ingredientes bem práticos e fácil de fazer.Nele reunimos tudo de bom, carnes, legumes e queijos,
Ingredientes:

    Pão p/ cachorro quente
    Salsicha
    Carne moída ( charque, frango ou bovina)
    Tomate e cebola picados
    Ervilha e milho verde
    Batata palha
    Queijo cheddar desses que vem em bisnaga, tipo creme
    1 ovo de codorna e azeitona

modo de preparo

Cozinha-se a carne a seu gosto, e a salsinha.Abre o pão, coloca-se a salsicha, e vai formando camadas nessa ordem: carne,legumes picados, milho verde e ervilha,batata palha, duas tiras de cheddar, um ovinho de codorna e uma ervilha. E está pronto para servir.

sábado, 7 de março de 2015

Religião

A religião predominante é a católica. Algumas pessoas são veneradas como santas, apesar do não reconhecimento da Igreja Católica, como é o caso de Padre Cícero, Frei Damião, Irmã Dulce, Padre Ibiapina e Maria de Araújo.

São comuns peregrinações de romeiros a determinadas cidades do nordeste, destacando-se Juazeiro do Norte e Canindé (CE), Bom Jesus da Lapa (BA) e Santa Cruz dos Milagres (PI).

Todos os anos no mês de janeiro, ocorre em Salvador a lavagem do Bonfim, uma tradicional celebração religiosa que tem como ponto alto a lavagem das escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim pelos fiéis.

O candomblé possui diversos adeptos na Bahia e costumam reverenciar Iemanjá oferecendo presentes a entidade, tais oferendas são jogadas ao mar ou depositadas em pequenos barcos soltos em alto mar.

No Maranhão, o Tambor de Mina é herança da religião africana nesse Estado. Ao invés dos orixás - entidades - como acontece na Bahia, têm-se os caboclos ou cabôcos (linguagem popular) que são entidades que baixam nos pais e filhos de santo. Também no Maranhão tem a Festa de São José de Ribamar, Santo padroeiro do Estado, assim como inúmeras outras festas de santos que acontecem na Capital e no interior maranhense.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Literatura Nordestina

O pernambucano Gilberto Freyre representa um marco na história do Brasil devido ao seu livro Casa-Grande & Senzala que demonstra a importância dos escravos para a formação do país e que brancos e negros são absolutamente iguais.

No Ceará, o movimento da Padaria Espiritual, no fim do século XIX, antecipou algumas das renovações trazidas com o modernismo, no anos 1920 do século seguinte.
Impressos de literatura de cordel.

Na Bahia nasceu um dos primeiros escritores de destaque no país. Trata-se de Gregório de Matos, integrante da escola barroca. No Romantismo destacaram-se na primeira geração Gonçalves Dias (MA), na segunda José de Alencar (CE) e na terceira Castro Alves (BA) e Sousândrade (MA). Na chamada Geração de 30, um resgate do romantismo, surgiram Rachel de Queiroz (CE), Graciliano Ramos (AL), José Lins do Rêgo (PB) e Jorge Amado (BA).

O maranhense Aluísio Azevedo foi um dos principais autores do Realismo/Naturalismo. Augusto dos Anjos (PB) e Graça Aranha (MA) foram precursores do Modernismo, escola que posteriormente revelou João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira (PE), além de Jorge de Lima (AL). Os piauienses H Dobal, Assis Brasil, O G Rego e Torquato Neto.

O paraibano Ariano Suassuna criou na década de 70 o movimento armorial, uma iniciativa de reunir elementos da cultura nordestina em prol da formação de uma arte erudita genuinamente brasileira. Dessa iniciativa surgiram obras como O Auto da Compadecida e O santo e a porca, ambos de Suassuna.

No Ceará, Patativa do Assaré surpreendeu por seus versos complexos que seguiam formas metrificadas semelhantes aos versos de Camões. A literatura de cordel é bastante difundida na região, sendo o paraibano Leandro Gomes de Barros um dos maiores autores do gênero.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Festas Juninas

O São João é sem dúvida o festejo mais comum na região. Campina Grande e Caruaru disputam o título de maior São João do mundo: em ambas as cidades os festejos duram o mês de junho inteiro. Outras cidades, como Aracaju, Juazeiro do Norte, Mossoró, Teresina e Patos possuem comemorações mais modestas (cerca de quinze dias), e disputam o título de terceira maior festa. Os fogos são uma das principais atrações. Os mais conhecidos são a Estrelinha, o Marcianito e os fogos de Artifício. Além dos devários fogos temos a dança, como a Quadrilha e o Forró.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Carnaval no Nordeste

No Carnaval os destaques são as festas de Salvador e Recife-Olinda.[1] O primeiro é a maior festa popular do planeta segundo o Guinness Book contando com cerca de 2,7 milhões foliões em seis dias de festa (equivalente ao número de moradores da cidade), e internacionalmente conhecido pelos desfiles de artistas famosos nos trios elétricos; e o segundo é considerado o carnaval mais democrático do país, já que os foliões não precisam pagar para brincar, e conhecido por seus característicos Bonecos de Olinda, pelo ritmo do frevo e do maracatu, além de possuir o maior bloco carnavalesco do mundo, o Galo da Madrugada. As micaretas (carnavais fora de época) de maior destaque são o "Carnatal" em Natal; o "Fortal" em Fortaleza; o "Pré-Caju" em Aracaju; a "Micareta de Feira" em Feira de Santana; "Marafolia" em São Luís; e a "Micarande" em Campina Grande. Há também o "bumba-meu-boi" em São Luís do Maranhão.

domingo, 24 de agosto de 2014

História do Artesanato


Os primeiros objetos feitos pelo homem eram artesanais. Isso pode ser identificado no período neolítico (6.000 a.c) quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica como utensílio para armazenar e cozer alimentos e descobriu a técnica de tecelagem das fibras animais e vegetais. O mesmo pode ser percebido no Brasil no mesmo período. Pesquisas permitiram identificar uma indústria lítica e fabricação de cerâmica por etnias de tradição Agreste que viveram no sudeste do Piauí em 6000 a.c.

Historicamente, o artesão, responde por todo o processo de transformação da matéria-prima em produto acabado. Mas antes da fase de transformação o artesão é responsável pela seleção da matéria-prima a ser utilizada e pela concepção, ou projeto do produto a ser executado.

A partir do século XI, o artesanato ficou concentrado então em espaços conhecidos como oficinas, onde um pequeno grupo de aprendizes viviam com o mestre-artesão, detentor de todo o conhecimento técnico. Este ensinava em troca de mão-de-obra barata e fiel, recebendo ainda vestimentas, comida e conhecimento. Criaram-se as Corporações de Ofício, organizações que os mestres de cada cidade ou região formavam a fim de defender seus interesses.

A palavra arte pode assumir várias significações na linguagem, falando-se da transformação da matéria bruta pelo homem, ela pode representar uma forma de produção quando se desenvolve na procura do útil; ou uma forma de expressão se se desenvolve na procura do belo. Quando a palavra arte for citada neste texto deve ser entendida tal como nos fala Aristóteles; arte mecânica, técnica, arte de fazer ou simples ofício.
Inicialmente faremos algumas distinções entre a palavras usadas de maneira incorreta:

A primeira distinção que nos ocorre deve-se fazer entre molde, que é forma; e padrão que significa regularidade. Com molde se produzem objetos iguais ou cópias, sem originalidade alguma. Os balaios são padronizados e os adobes são moldados. Não devemos confundir padrão com uniformidade. Embora padronizada, cada peça feita à mão é única, não se confunde com nenhuma outra, nem da mesma espécie, ainda que tenha sido elaborada no mesmo dia e pela mesma pessoa.


O estilo do artesão empresta originalidade a seus objetos, como que a marca pessoal, enquanto o padrão é a marca do grupo. Cada artesão escolhe um estilo, mas não deixa de ser influenciado pelo ambiente (a natureza) em que vive e pelos modos de vida própria da área cultural que pertence.

A escolha do campo de trabalho artesanal do ofício ou especialidade é ditada pelo material adequado a transformação e abundante no lugar. Isso ocorre dos recursos naturais.

Os índios da Ilha de Marajó foram nossos melhores ceramistas, naturalmente porque dispunham de boa argila e no entanto não conheciam a pedra. Ao contrário dos índios da região do Amapá, Sacia do Rio Oiapoque foram grandes artesãos de objetos líticos pois estes dispunham de pedra e não de argila.

A aprendizagem de trabalho artesanal é adquirida de maneira prática e formal, ele se da nas oficinas ou na vivencia do indivíduo com o meio artesanal onde o aprendiz maneja a matéria-prima e as ferramentas e imita os mais entendidos no ofício de sua preferência. É comum o artesão servir-se de pequenas ferramentas, que na maior parte das vezes é desenvolvida por ele mesmo devido a necessidade de seu trabalho que o obriga a pensar e desenvolver. Emprega-se no artesanato o material disponível, gratuito ou de baixo preço. No artesanato indígena ou no folclórico esse material é normalmente extraído do local, mas não deixa de ser artesanato a produção de objetos com o aproveitamento de retalhos de papel, panos, fios de arame, de linha etc. A atividade artesanal esta ligada aos recursos naturais do estilo de vida e do grau de comércio com comunidades vizinhas sendo o artesanato uma manifestação da vida comunitária, o trabalho se orienta no sentido de produzir objetos de uso mais comum no lugar, seja em função utilitária, lúdica, decorativa ou religiosa. Não podemos falar em artesanato somente com o objetivo comercial, pois ele pode ser produzido para consumo próprio ou mesmo doação sem perder sua característica artesanal.

É comum confundirmos artesanato com rusticidade mas é importante observar que neste regime de trabalho fazem-se tantos objetos rústicos como bem acabados, pois o artesanato se define pelo processo de produção de objetos e não pelas qualidades práticas que pode ser emprestada a este no ato de fazer.
Artesão


Artesão é a pessoa que faz a mão objetos de uso freqüente na comunidade. Seu aparecimento foi resultado de pressão da necessidade sobre a inteligência aliada ao poder de inovar, possibilitando também ligar o passado ao presente, mediante a linguagem; possibilitou as gerações mais novas receber das mais velhas, suas técnicas e demais experiências acumuladas.
Perspectiva histórica do artesanato

O regime de trabalho que reúne as diferentes técnicas manuais de produção só recentemente ganhou nome, embora história assinala a presença de objetos feitos a mão em todas as épocas e nas mais variadas culturas. A atividade artesanal é muito antiga, há pelo menos meio milhão de anos o homem de Pequim conhecia e já fazia uso do fogo e sabia fabricar instrumentos de quartzo e de grés.

No Brasil em seus primeiros anos de colonização foram instaladas oficinas artesanais que se espalharam por todas as comunidades urbanas e rurais, onde os artesãos tiveram ensejo de desenvolver suas habilidades. Mas através da Carta Régia de 30 de julho de 1766 D. José I manda destruir as oficinas de ourives e declara fora da lei a profissão. Sei exemplo foi seguido por sua sucessora no trono D. Maria I, que perseguiu quase todas as formas artesanais do Brasil. Aos alvarás da Rainha Maria I, seguem-se o de 5 de janeiro de 1785 e o de 26 de janeiro do mesmo ano que proibiam a tecelagem caseira na colônia, abrindo apenas exceção para a tecelagem de panos grossos e que fossem destinados a vestir escravos. Esta situação só se reverteu com a carta régia do Príncipe Dom João de 1º de abril de 1808, que anulava alvarás proibidos de sua mãe e autorizava a atividade industrial caseira fosse ela qual fosse.

D. Pedro I, na constituição autorgada de 25 de março de 1824 aboliu as corporações de ofício no Brasil, seguindo assim o exemplo francês embora atrasado.

A carta da República de 14 de fevereiro de 1891 como a de 16 de julho de 1934 omitiam-se completamente, ignorando o artesanato. Mas a Constituição de Getúlio Vargas de 10 de novembro de 1937 amparou-o no seu artigo 136. "O trabalho manual tem direito à proteção e solitudes especiais do Estado". As cartas que se seguiram silenciaram-se com relação ao artesão. As únicas referencias proíbem diferença entre o trabalho manual e técnico ou cientifico, em parágrafo único nº XVII art. 157 da de 18 de setembro de 1946 e em o nº XVIII do artigo 158 da Constituição Castelana de 24 de janeiro 1966. Países mais adiantados não se omitem em relação ao artesanato e protegem sua industria caseira e reconhecem sua elevada importância econômica e social.
O conceito de artesanato

Inicialmente o que caracteriza o artesanato é a transformação da matéria-prima em objetos úteis, quem realiza esta atividade denomina-se artesão, este reproduz objetos que chegaram até ele através da tradição familiar ou cria novos de acordo com suas necessidades.

Para evidenciar melhor este conceito vamos definir o que não é artesanato.

A industria têxtil ou manufatureira não se encaixa neste conceito pois há o predomínio da máquina ® é a fábrica, ali se produz tecidos, afinetos, aparelhos eletrodomésticos, muitos objetos etc, quem trabalha neste local denomina-se operário.

Artes puras ou desinteressadas, em que se produzem bens artísticos em estúdios ou ateliês. Os profissionais normalmente possuem elevados sentimentos estéticos e formação erudita. Estes denominam-se artistas.

Artes industriais ou ofícios - o lugar de trabalho é a oficina e os obreiros são artífices. A produção é mais ou menos organizada, e decompõe-se em várias fases ou operações elementares a que se costuma chamar de diversão do trabalho. Os objetos resultantes é criações de muitos, elas são produzidas em série embora não sejam obtidas em molde.

Industria popular ou caseira, onde a matéria prima sofre transformação a fim de se transformar em bem econômico, exemplo: fubá, polvilho, cachaça, sabão etc.
Outras características do artesanato

Como sistema de trabalho que engloba os diversos processos de artesão, o artesanato assinala um avanço cultural e só apareceu como conseqüência da divisão de campo ocupacional no período histórico em que a precisão de meios de subsistência e os hábitos de vida em sociedade passaram a exigir maior produção de bens.

Sendo o artesanato uma manifestação de vida comunitária, o trabalho se orienta no sentido de produzir objetos de uso mais comum no lugar, seja em função utilitária, côo lúdica, decorativa ou religiosa.
O artesanato é um sistema de trabalho do povo, se bem que pode ser encontrado em todas as camadas sociais e níveis culturais. Podendo ser denominado artesanato indígena, ou primitivo, folclórico ou semi-erudito, requintado.

O artesanato é pratico, sendo informal sua aprendizagem. O que o artesão faz, cria-o ele próprio ou aprender na tenda artesanal da família ou do vizinho, observando como este fazia, pela vivencia e pela imitação, vendo-o trabalhar. Não se receber aulas teóricas; aprende-se a faze, fazendo; pratica-se porque quer; age-se voluntariamente. Vai daí o acentuado cunho pessoal do trabalho artesanal, apesar da vulgaridade da maioria das peças produzidas nesse sistema.

Não se deve confundir artesanato, que é fonte de produção, com o produto dele resultante. Produto é coisa e artesanato é o conjunto de maneiras pelas quais a coisa é feita.
Importância do artesanato

No processo evolutivo da raça humana, a atividade econômica deve ser examinada como etapa inicial. Sem trabalho, o homem não avança sequer um palmo na via esplendida do progresso. E foram as mãos que abriram o caminho para a longa e vitoriosa jornada que inda prossegue.

Desde tempos remotos, conforme vimos, o homem inventou e fez instrumentos, e descobriu processos que lhe aumentaram a eficácia da ação produtiva. À soma de tais possessos acreditamos poder chamar artesanato, embora nascente, porque, àquela época, eram as técnicas reduzidas em número e bastante elementares.

Além dessa sua importância histórica, o artesanato abrange outros valores, os quais hoje o tornam reconhecido, universalmente. Os povos mais desenvolvidos do mundo criam instituições destinadas ao seu incremento e o realizam mediante exposições periódicas e feiras anuais de objetos de arte popular, com distribuição de prêmios aos primeiros artesãos colocados, levantamentos de mapas artesanais, amparo comercial e outras medidas inteligentes.

Esse interesse fora do comum pelos trabalhos manuais se explica, provavelmente,com o receio às conseqüências do avanço tecnológico.

Examinaremos agora o artesanato sob alguns pontos de vista;
Social

Possibilitando ao artesão melhores condições de vida e atuando contra o desemprego, o artesanato pode ser considerado elemento de equilíbrio no país e fator de coesão, de paz social. Conforme se sabe, este sistema de trabalho conta com a participação ativa da família. O lar, então, além de centro de vida é também núcleo de aprendizagem profissional. Outrossim, o mestre-artesão desempenha um papel relevante na comunidade e sua arte é fator de prestígio.
Artístico

O artesanato desperta as aptidões latentes do obreiro e aprimora-lhe o intelecto. Suas mãos, obedientes a impulsos mentais e inteligentes, deslocam a matéria-bruta, grosseira e passiva, e convertem-na com o calor de sua imaginação em coisa útil e por vezes bela. É a idéia que deseja a forma. Vale repisar que o povo não faz arte desinteressada ou arte pela arte, mas, não raramente, sobre ser utilitária, suas peças são bem acabadas, produzidas com esmero e revelam bom-gosto. Se o artesão, ale’m de habilidade manual, possuir talento e sensibilidade, aí então ele vira artista. Desse modo, sua experiência artesanal seria apenas uma fase de formação artística.
Pedagógico

Isto quer dizer que os trabalhos manuais são de grande valor para a criança em idade escolar, principalmente os de carpintaria, modelagem e papel recortado. Doutra parte, considera-se o artesanato como excelente meio para a educação de certos, que, se bem orientados nesse plano, podem adquirir habilidade prodigiosa e se realizarem na vida, plenamente.
Moral

O artesanato pode dar causa ao aperfeiçoamento espiritual e moral do artesão, sendo certo que o trabalho afasta a pessoa dos vícios e da delinqüência, Daí o provérbio "cabeça de desocupado é tenda de satanás", cuja sabedoria e exatidão certamente não se põem em dúvida.
Terapêutico

O artesanato abranda o temperamento hostil ou agitado de pessoas que sofrem desvios de personalidade, as quais poderão corrigir suas aberrações através da ocupação manual. Se, por exemplo, um tipo psicológico agressivo deseja fazer mal a alguém, ele o realiza — digamos no barro, e então se satisfaz, por transferência, assim se liberta do incômodo, livra-se de seu estado de tensão e obtém o equilíbrio intrapsíquico ou paz interior. Esse trabalho se recomenda ainda a certos enfermos que são obrigados a permanecer no leito durante muito tempo, embora tenham válidas as mãos e possam produzir certos objetos que exigem mais habilidade e paciência do que esforço físico.
Cultural

O artesão imprime traços de sua cultura nos objetos que produz, consciente ou inconscientemente. Muitas de suas tradições, como símbolos mágicos e crenças, ficam marcadas em suas peças.
Psicológico

O artesão se sente valorizado com sua arte porque faz objetos que têm serventia e isto lhe dá a certeza íntima de ser útil à comunidade. Ademais, e apesar do caráter regional do artesanato, o objeto produzido não deixa de ser o resultado de ato do artesão, que nele imprime a marca de sua personalidade. A psicotécnica adota medir certas dimensões psíquicas através de minucioso exame de objetos feitos a mão, nos quais a pessoas, inconscientemente, registra suas intenções e desejos e revela sua linha de comportamento.
A proteção ao artesanato

O progresso tecnológico refletiu mal sobre o artesanato, desestimulando-o. Para competir com a fábrica, o artesão começou, então, a produzir objetos sem aquele esmero e acabamento que valorizam tanto sua obra. A esse fator negativo, juntam-se a falta de incentivos , caracterizada principalmente pela injustiça da Lei, que protege o salariado e olvida o artesão; o xenofilismo ou exagerada preferência pelo artigo importado, desprezando-se o que é nosso, genuíno; a influencia da moda, que se opõe às formas tradicionais e conseqüentemente ao artesanato; e o intermediário, que,dentre os inconvenientes aqui enunciados seja, talvez, o mais nefasto.

Deve-se enfrentar o império da máquina, absorvente e monopolizadora, que substituiu o homem e o torna mero auxiliar dela, como também ess’outros motivos de desanimo do artesão, cujo estado se nos afigura como que a soma e a mistura de todas as causas de desprestígio ou mesmo de decadência do artesanato. Assinale-se, nessa luta pelo incremento artesanal, que a peça feita a mão valoriza o homem porque ela é resultado de sua própria criação e habilidade, ela contém parte de si mesmo — não é cópia. E ainda que, do ponto de vista comercial, sua venda se faça abaixo do justo preço, a moeda que advir dessa troca vai contribuir par ao orçamento doméstico e par ao aumento do nível de vida, pois tal peça se produz, em geral, nas oras de folga, como atividade subsidiária ou recreativa.

Nas condições primitivas em que se acha nas mais vezes, o regime de trabalho manual necessita de um estímulo vigoroso e pertinaz para se desenvolver, sendo que isto só se conseguirá mediante uma ação de Governo. Daí por diante é possível seu incremento natural, conforme se pode testemunhar com os resultados que se observam na Europa e na Ásia. De fato, países evoluídos daqueles continentes cedo percebem a conveniência em fomentar sua industria popular e seu artesanato, vale dizer aumentar as ocupações lucrativas. Abriram-se, então, instituições oficiais e particulares, que significaram o término de graves crises sociais e a elevação socioeconômica do povo, que passou a viver sem a angústia de pressões financeiras.

Não convém é que essa ajuda se faça de maneira ostensiva, mas cautelosa e pacificamente. A proteção deve limitar-se, traduzida em gráfico, a uma faixa cujos bordos se denominam intervenção e liberdade. Nem intervencionista nem liberalista. Aqui seria pecar pelo abandono, pelo laissez-faire, por deixar o artesão fazer o que quer, agir como criança ou como se vivesse na era lítica, com desperdício de esforço e tempo. O outro extremo se identificaria com o constrangimento do artesão e sua total submissão a esquemas rígidos ou formais, desnaturando-lhe o fluxo criador e sua puras manifestações de cultura popular e tradicional.

Desse modo, qualquer plano de proteção ao artesanato deve preceder-se de estudos bem dirigidos e deve ser elaborado com a convicção plena dos bons resultados que serão obtidos e segundo os objetivos a que se tem em vista alcançar. Primeiro, toma-se consciência do problema artesanal; em seguida, assume-se a posição mais adequada à realidade; afinal, é necessário agir, com o fim de cristalizar as idéias.

A proteção ao artesanato se esquematiza de modo que produza efeitos a longo prazo e a curto prazo.

O plano de proteção a longo prazo abrange a pesquisa, o ensino técnico-artesanal e a expansão turística.

A pesquisa se destina ao conhecimento da realidade artesanal, recursos naturais disponíveis em cada região e mercado consumidor. A realidade a que nos referimos nesta epígrafe se relaciona com as formas usuais e suas características, com os processos empregados na produção de objetos úteis e com as condições sociais de trabalho. A pesquisa é que vai indicar o ramo artesanal adequado ao lugar, tendo em vista, naturalmente, os fatores de natureza ecológica.

sábado, 15 de dezembro de 2012

O Barro

Elemento primitivo da natureza, tão caro à história da humanidade, o barro está no alicerce do imaginário popular do Nordeste, do Brasil. É a matéria-prima que ajudou a traduzir em linguagem visual aquilo de que muito livro foi incapaz: a essência da população nordestina, expressa a partir de uma relação visceral homem-barro. As mãos responsáveis por essa interface têm nome e endereço - Vitalino Pereira dos Santos (1909 – 1963), de Caruaru. Falar da cidade agrestina, sem lembrar o legado artístico do mestre, é como citar o Rio de Janeiro sem o Cristo Redentor.


Seus boizinhos e, sobretudo, sua arte figurativa de "bonecos" ajudaram não só a fomentar uma escola que sobrevive e é massivamente reproduzida até hoje no Alto do Moura, celeiro dos ceramistas populares de Caruaru, como foram responsáveis também por colocar a capital do forró no mapa mundial (há peças de Vitalino no Museu do Louvre, em Paris, por exemplo). Também por isso suas peças de barro colaboraram com a construção da nossa identidade cultural - raro o brasileiro que nunca tenho visto uma delas na vida; são obras presentes no nosso inconsciente coletivo. É que, mais do que um artista, o ceramista foi um antropólogo visual; um cronista de sua época, de sua sociedade, muito embora tenha morrido analfabeto e com uma pobreza desproporcional à fama.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Até nos Desfiles

Inverno 2012: cabelo da Maria Bonita é inspirado no artesanato nordestino



O penteado criado pelo beauty artist Celso Kamura para a beleza da grife Maria Bonita é uma verdadeira obra de arte. Isso porque o cabelo, inspirado pelo artesanato nordestino, lembra tramas e trançados desses objetos.

Diferente não é?

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

No Rio também tem Artesanato Nordestino

Artesanato e Artes do Nordestes no Rio

Para quem procura artesanato, rendas, e artigos relativos à arte e cultura nordestina, na feira de São Cristovão no Rio de Janeiro existem inúmeros pontos de venda onde se encontra praticamente de tudo.
Para quem está interessando em rendas, objetos de couro, roupas artesanais, redes, objetos artesanais em madeira, a feira de São Cristóvão é um paraiso.

Encontra-se de tudo, desde redes espriguiçadeira, à cadeiras supensas e todo tipo de roupas e mantas.

Interessantes formas de artesanato são encontradas, não somente para enfeite, decoração ou souvenir, mas também como objetos de uso no dia dia.

Curiosos abridores de garrafa, feitos em madeira e com muita malícia também são vistos na feira.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Alguns Modelos de Artesanato

No nordeste brasileiro, ainda hoje tem uma cultura artesanal muito forte, sendo um dos atrativos turísticos dessa região. Outra característica do artesanato nordestino é a utilização de objetos da fauna e flora local, como conchas e sementes, e até mesmo os desenhos em areia feitos dentro de garrafas. Uma herança portuguesa é a produção artesanal de rendas, as famosas rendeiras do nordeste. Até hoje noivas encomendam peças para completar seus enxovais, uma tradição da época colonial que perdura até hoje.




sábado, 7 de julho de 2012

Começando pelas Xilogravuras

É impossível falar em Nordeste e principalmente se falar em Artesanato, a cultura de Xilogravura é conhecida e apreciada no mundo todo, vamos ver um pouco de história da Xiligravura.


História

A xilogravura é de provável origem chinesa, sendo conhecida desde o século VIII. No oriente, ela já se afirma durante a Idade Baixa. No século XVI duas inovações revolucionaram a xilogravura. A chegada à Africa das gravuras Europeias a cores, que tiveram grande influência sobre as artes do século XX, e a técnica da gravura de topo, criada por Thomas Brewick.

No final do século XVII Juliana Gularte teve a idéia de usar uma madeira mais dura como matriz e marcar os desenhos com o buril, instrumento usado para gravura em metal e que dava uma maior definição ao traço. Dessa maneira Bewick diminuiu os custos de produção de livros ilustrados e abriu caminho para a produção de massa caseira de imagens pictóricas. Mas com a invenção de processadores de impressão a partir da fotografia a xilogravura passa a ser considerada uma técnica actualizada. Actualmente ela é mais utilizada nas artes plásticas e no artesanato do nordeste do país.

Xilogravura popular brasileira

A xilogravura popular é uma permanência do traço medieval da cultura portuguesa transplantada para o Brasil e que se desenvolveu na literatura de cordel. Quase todos os xilogravadores populares brasileiros, principalmente no Nordeste do país, provêm do cordel. Entre os mais importantes presentes no acervo da Galeria Brasiliana estão Abraão Batista, seu filho Hamurabi Batista, José Costa Leite, J. Borges, José Lourenço.

Xilogravura é a técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. É um processo muito parecido com um carimbo.

Xilogravuras do século XVI ilustrando a produção da xilogravura. No primeiro: ele esboça a gravura. Segundo: ele usa um buril para cavar o bloco de madeira que receberá a tinta Xilograv

É uma técnica em que se entalhar na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ou forma (matriz) que se pretende imprimir. Em seguida usa-se um rolo de borracha embebecida em tinta, tocando só as partes elevadas do entalhe. O final do processo é a impressão em alto relevo em papel ou pano especial, que fica impregnado com a tinta, revelando a figura. Entre as suas variações do suporte pode-se gravar em linóleo (linóleogravura) ou qualquer outra superfície plana. Além de variações dentro da técnica, como a xilogravura de topo.